A autora, a professora Elina Borges, retrata sua história de superação do câncer, que inclui um longo período de tratamento quimioterápico e, posteriormente, cirúrgico, realizado no Hospital A.C.Camargo Cancer Center, em São Paulo.
Na obra, ela relata o período do diagnóstico de um câncer avançado, em 2017, até a recuperação plena de sua saúde e o lançamento do livro, em 2022.
O dr. Felipe Coimbra, cirurgião oncológico responsável pela cirurgia de Elina e diretor da área de Tumores Gastrointestinais do A.C.Camargo, prefaciou o livro, lançado em 6 de dezembro de 2022, na sede do Tribunal de Justiça de Goiás. Toda a venda da publicação será revertida para o Hospital do Câncer Araújo Jorge, de Goiânia.
INTERTÍTULO
Confira o prefácio na íntegra
“Uma história magnífica e surpreendente de vida, amor e superação é contada nesta obra que nos faz acompanhar o caminho nobre e difícil da luta pela vida de Elina Borges, incansável e estratégica nos momentos mais difíceis de sua trajetória. A autora faz do limão uma limonada, mas não só isso, um exemplo a todos nós que em algum momento precisaremos atravessar um “deserto”, vencer nossos medos e obstáculos no caminho da nossa existência.
Elina traça um paralelo entre a vida e os diversos cenários que hora ou outra nos deparamos. Brilhante desde o princípio, utiliza sua história, experiências familiares e profissionais, e acontecimentos do dia a dia, para nos exemplificar, apontando como transformar um ambiente hostil, sem cor, em algo vivaz, com as melhores condições para que o brilho não se apague até o final. Elina constrói o seu jardim para que as borboletas cheguem e transformem sua história. Talvez para os desavisados, possa parecer algo simples, mas como médico oncologista e cirurgião, ao vivenciar inúmeras histórias reais, inundadas de tristezas e alegrias, percebo que a criação deste ambiente favorável, menos rígido, mais aconchegante, favorece a boa sorte, e criam as oportunidades necessárias para que as flores do cerrado floresçam.
Diante de um cenário ameaçador, a tendência é expandirmos nosso inconsciente e deixarmos transparecer nossos sentimentos mais fortes, nosso EU, estacionado ou escondido por trás de nossa capa primária. Medo, rancor, desespero, desconfiança, tristeza. Mas por quê? A negação, a luta, a autossabotagem, a raiva, dentre outras reações mostram-se danosas se persistentes e incapazes de mudar a realidade. Daí torna-se vital respirar, entender, traçar metas e fazer um plano. Todos precisam de um plano. Não só do tratamento, como no caso da Elina, ao se tratar de um câncer, passando por diversas etapas, como a quimioterapia e a cirurgia, mas um plano de vida.
Saber onde podemos chegar nos ajuda a enxergar os caminhos necessários e possíveis. Entender o contexto que nos cerca e suas consequências, também é fundamental.
Em oncologia vivenciamos com frequência a fronteira entre a vida e a morte, o dia e a noite, o Sol e a Lua. A dor quase física ao se perder um ente querido, e a felicidade da cura após uma cirurgia de sucesso. Não infrequentemente, recebo mensagens de pacientes, pela comemoração do dia da cirurgia, que muitos consideram como seu segundo aniversário. Estes encaram como um renascimento, ou seria uma transformação? Ou a saída do casulo como descrito por Elina? Esta obra traz um exemplo de modificação positiva da vida, onde mesmo com as cicatrizes do deserto, algo bom pode florescer. É o ciclo da vida. Esquecer é o fim improvável. Por isso, o processo de cura deve ser físico, mental e global. O evento não se encerra na superação. O processo segue na vida e tatua a alma. Elina segue um exemplo que considero dos mais elevados, compartilhando sua experiência, suas estratégias e táticas de vida, nos ensina de forma clara e com método, como é de se esperar de uma professora e administradora, um caminho possível de superação, de cura física e espiritual.
Para finalizar, faço uma homenagem aos que como Elina lutaram, mas não tiveram a mesma sorte. São vencedores, pois o que nos torna campeões é o caminho que percorremos, e não apenas a chegada. Então façamos deste percurso, das pessoas que cruzamos, dos encontros e desencontros, o melhor que a vida possa nos oferecer.”
Dr. Felipe Coimbra, cirurgião oncológico, PhD, diretor de Tumores Gastrointestinais do A.C.Camargo Cancer Center, do Instituto Integra Saúde e Membro do Conselho da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica


